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Conselhos para desfrutar do sol em segurança
- Cidadão
- cidadao-promoção-saúde
O sol emite energia na forma de luz solar, que é essencial à
vida. A exposição solar proporciona vários benefícios para a saúde. Contudo,
deve ser feita com moderação, uma vez que a exposição excessiva acarreta
diversos riscos.
A produção de vitamina D pela pele é um dos benefícios mais conhecidos. Esta vitamina é responsável pela manutenção dos níveis normais de cálcio e fósforo no sangue, que são fundamentais para o crescimento e mineralização dos ossos. Assim, a vitamina D apresenta um papel crucial na saúde óssea e a sua falta provoca enfraquecimento dos ossos, aumentando o risco de fraturas. Além disso, esta vitamina também atua no sistema imunitário, fortalecendo as defesas do corpo. Embora seja possível obter vitamina D através de alimentos como peixes gordos, óleo de fígado de bacalhau, gema de ovo e alguns cogumelos, em geral a ingestão é insuficiente para atender a todas as necessidades corporais e constitui um complemento à exposição solar. Em casos muito específicos e mediante indicação por parte de um profissional de saúde, pode ser necessário suplementação desta vitamina.
Outros benefícios da exposição à luz solar prendem-se com a estimulação do sistema imunitário e a regulação do ciclo circadiano (ritmo natural do corpo que regula todas as funções biológicas num período de 24 horas) o que, por sua vez, tem impacto positivo na qualidade do sono e no humor.
A produção de vitamina D pela pele é um dos benefícios mais conhecidos. Esta vitamina é responsável pela manutenção dos níveis normais de cálcio e fósforo no sangue, que são fundamentais para o crescimento e mineralização dos ossos. Assim, a vitamina D apresenta um papel crucial na saúde óssea e a sua falta provoca enfraquecimento dos ossos, aumentando o risco de fraturas. Além disso, esta vitamina também atua no sistema imunitário, fortalecendo as defesas do corpo. Embora seja possível obter vitamina D através de alimentos como peixes gordos, óleo de fígado de bacalhau, gema de ovo e alguns cogumelos, em geral a ingestão é insuficiente para atender a todas as necessidades corporais e constitui um complemento à exposição solar. Em casos muito específicos e mediante indicação por parte de um profissional de saúde, pode ser necessário suplementação desta vitamina.
Outros benefícios da exposição à luz solar prendem-se com a estimulação do sistema imunitário e a regulação do ciclo circadiano (ritmo natural do corpo que regula todas as funções biológicas num período de 24 horas) o que, por sua vez, tem impacto positivo na qualidade do sono e no humor.
TIPOS DE RADIAÇÕES SOLARES
A luz solar, também designada por radiação solar, pode ser dividida em radiação infravermelha, luz visível e radiação ultravioleta (UV).
A radiação UV é a mais intensa do espectro da radiação solar. Apesar de ser indispensável na estimulação da produção de vitamina D, a exposição a esta radiação acarreta riscos para a saúde. Pode ser subdividida em três tipos:
A radiação UV é a mais intensa do espectro da radiação solar. Apesar de ser indispensável na estimulação da produção de vitamina D, a exposição a esta radiação acarreta riscos para a saúde. Pode ser subdividida em três tipos:
- UVA. Representa a maioria da radiação UV que alcança a superfície da terra (cerca de 95%). Consegue penetrar as camadas mais profundas da pele, pelo que é responsável pelo bronzeamento e envelhecimento da pele.
- UVB. Penetra apenas a superfície da pele sendo, responsável pelo dano celular na forma de queimaduras solares.
- UVC. É a mais prejudicial, mas a única que não atravessa a camada de ozono.
RISCOS DA EXPOSIÇÃO SOLAR
QUAIS SÃO OS RISCOS DE UMA EXPOSIÇÃO DESPROTEGIDA À RADIAÇÃO UV?
A exposição desprotegida da pele à radiação UV causa dano nas suas células, estimulando-as a produzir melanina, um pigmento natural que dá cor ao cabelo, aos olhos e à pele, e que lhe confere proteção contra danos adicionais. Assim, o ato de bronzear está associado a dano na pele.
Os efeitos deste dano são visíveis e podem-se dividir em dois grupos:
EFEITOS A CURTO PRAZO
resultam da resposta inflamatória imediata perante a exposição à radiação UV, visíveis pelo aparecimento de uma pele vermelha, queimaduras ou reações de fotossensibilidade.
EFEITOS A LONGO PRAZO
resultam da acumulação de danos na pele ao longo dos anos, que promovem gradualmente alterações nas suas estruturas e funções, e favorecem o seu envelhecimento precoce, que se manifesta com o surgimento de rugas e manchas. Além disso, a exposição excessiva e contínua à radiação UV pode diminuir a resposta do sistema imunitário e aumentar o risco de desenvolvimento de cancros de pele, podendo ainda causar lesões oculares.
O QUE É UMA QUEIMADURA SOLAR?
A queimadura solar é um dano visível na camada mais superficial da pele decorrente da exposição excessiva à radiação solar, nomeadamente UVB. Em consequência desse dano, a pele irá desenvolver vermelhidão, sensação de calor e dor. Em casos mais graves, pode surgir comichão, inchaço ou bolhas na área afetada, acompanhado por sintomas como febre, dor de cabeça, náuseas e cansaço. Estes sintomas podem agravar progressivamente até 24 horas após a exposição.
COMO ATUAR PERANTE UMA QUEIMADURA SOLAR?
O seu farmacêutico pode avaliar a gravidade da queimadura solar e fornecer conselhos e orientações para aliviar os sintomas e promover a rápida regeneração da pele. As queimaduras solares normalmente melhoram num intervalo de sete dias. Existem, contudo, algumas medidas que podem contribuir para aliviar os sintomas, como por exemplo:
QUE FATORES AUMENTAM O RISCO DE EFEITOS ADVERSOS CAUSADOS PELA EXPOSIÇÃO SOLAR?
Existem fatores que favorecem o aparecimento de queimaduras solares, ou que podem agravar alguma doença preexistente. Como tal, as seguintes situações requerem um cuidado especial perante a exposição solar:
A exposição desprotegida da pele à radiação UV causa dano nas suas células, estimulando-as a produzir melanina, um pigmento natural que dá cor ao cabelo, aos olhos e à pele, e que lhe confere proteção contra danos adicionais. Assim, o ato de bronzear está associado a dano na pele.
Os efeitos deste dano são visíveis e podem-se dividir em dois grupos:
EFEITOS A CURTO PRAZO
resultam da resposta inflamatória imediata perante a exposição à radiação UV, visíveis pelo aparecimento de uma pele vermelha, queimaduras ou reações de fotossensibilidade.
EFEITOS A LONGO PRAZO
resultam da acumulação de danos na pele ao longo dos anos, que promovem gradualmente alterações nas suas estruturas e funções, e favorecem o seu envelhecimento precoce, que se manifesta com o surgimento de rugas e manchas. Além disso, a exposição excessiva e contínua à radiação UV pode diminuir a resposta do sistema imunitário e aumentar o risco de desenvolvimento de cancros de pele, podendo ainda causar lesões oculares.
O QUE É UMA QUEIMADURA SOLAR?
A queimadura solar é um dano visível na camada mais superficial da pele decorrente da exposição excessiva à radiação solar, nomeadamente UVB. Em consequência desse dano, a pele irá desenvolver vermelhidão, sensação de calor e dor. Em casos mais graves, pode surgir comichão, inchaço ou bolhas na área afetada, acompanhado por sintomas como febre, dor de cabeça, náuseas e cansaço. Estes sintomas podem agravar progressivamente até 24 horas após a exposição.
COMO ATUAR PERANTE UMA QUEIMADURA SOLAR?
O seu farmacêutico pode avaliar a gravidade da queimadura solar e fornecer conselhos e orientações para aliviar os sintomas e promover a rápida regeneração da pele. As queimaduras solares normalmente melhoram num intervalo de sete dias. Existem, contudo, algumas medidas que podem contribuir para aliviar os sintomas, como por exemplo:
- Beber muita água;
- Tomar banho com água fria;
- Tomar um medicamento analgésico ou anti-inflamatório para aliviar a dor;
- Aplicar toalhas ou compressas húmidas na pele lesada;
- Hidratar a pele;
- Não se expor novamente ao sol até a pele estar completamente curada;
- Não aplicar álcool, vaselina, manteiga, óleo, clara de ovo ou pasta de dentes na pele queimada;
- Não aplicar gelo diretamente nas lesões;
- Não rebentar as bolhas, arranhar ou remover a pele em descamação;
- Não utilizar roupas apertadas;
- Evitar esfregar a pele ao limpar ou secar;
- Evitar o uso de sabonete na pele.
- Apresentar bolhas grandes, pele inchada ou sinais de infeção no local;
- Sentir agravamento da dor;
- Sentir dor de cabeça, confusão, cansaço, náusea, calafrios – características de uma insolação;
- Tiver febre;
- Tiver dor nos olhos ou alterações na visão;
- As queimaduras solares ocorrerem num bebé, ou criança.
QUE FATORES AUMENTAM O RISCO DE EFEITOS ADVERSOS CAUSADOS PELA EXPOSIÇÃO SOLAR?
Existem fatores que favorecem o aparecimento de queimaduras solares, ou que podem agravar alguma doença preexistente. Como tal, as seguintes situações requerem um cuidado especial perante a exposição solar:
- Pessoas de pele, cabelo e/ou olhos claros;
- Pessoas que trabalhem ao ar livre;
- Crianças;
- Desidratação ou consumo de álcool;
- Utilização de produtos cosméticos com ingredientes que causem fotossensibilidade, isto é, aumentam a sensibilidade ao sol (ex.: perfumes, desodorizantes ou esfoliantes);
- Toma de medicamentos que causem fotossensibilidade (ex.: anti-inflamatórios não esteroides, diuréticos ou antibióticos, entre outros); leia sempre o folheto informativo dos medicamentos que toma. Em caso de dúvida, aconselhe-se com o seu farmacêutico;
- Pessoas com doenças oncológicas;
- Pessoas com alterações do sistema imunitário;
- Pessoas com rosácea, lúpus, vitiligo ou acne;
- Pessoas com problemas oculares (glaucoma, lesões oculares, retinite ou secura ocular) devem usar óculos de sol, para impedir o agravamento da sua condição clínica.
PROTEÇÃO SOLAR
Diversos estudos permitiram comprovar que a proteção solar
minimiza o risco de os danos na pele causados pela exposição solar.
A proteção solar inclui o uso de protetor solar em associação com outras medidas de proteção complementares, como o uso de roupa fotoprotetora e óculos solares.
QUAL A IMPORTÂNCIA DO USO DE PROTETOR SOLAR?
Os protetores solares são produtos cosméticos destinados a ser colocados na pele, com o objetivo de a proteger das radiações UV. Quando aplicados corretamente, não só previnem o desenvolvimento de queimaduras solares, mas também contribuem para reduzir efeitos tardios, como o envelhecimento da pele e o risco de desenvolver cancro da pele.
Existem vários tipos de protetores solares no mercado que se diferenciam no seu valor de Fator de Proteção Solar (FPS), tipo de filtros solares, tipo de formulação, resistência ou não à água, entre outros aspetos.
O QUE SIGNIFICA O FATOR DE PROTEÇÃO SOLAR (FPS)?
O FPS é uma medida universalmente aceite que quantifica o nível de proteção que um protetor solar confere à pele. O seu valor é determinado pela comparação da dose mínima de radiação UVB necessária para produzir queimadura solar com e sem o uso do protetor solar. Na prática, isto significa que uma pele protegida com um protetor solar de FPS 30 necessitaria de ser exposta a uma dose de radiação UVB trinta vezes superior à que causaria queimadura solar em pele desprotegida.
O valor de FPS está relacionado com ofator de proteção contra a radiação UVB. Contudo, os protetores solares devem também proteger contra a radiação UVA. O grau de proteção UVA é avaliado por método diferente, mas é importante saber que o fator de proteção contra esta radiação tem de ser, no mínimo, um terço do FPS que está indicado no rótulo. A informação de que o protetor protege contra a radiação UVA é de menção obrigatória no rótulo, tal como o FPS.
O FPS é indicado no rótulo de acordo com categorias definidas consoante a sua eficácia protetora*:
O FPS não se relaciona diretamente com a duração da proteção, uma vez que o tempo durante o qual a pele se encontra protegida depende de vários fatores, entre os quais o tipo de pele, a altura do dia, intensidade de radiação UV ou tipo de solo - muito ou pouco refletor da luz no decorrer da exposição, contacto com água, entre outros.
QUAL O TIPO DE PROTETOR SOLAR MAIS INDICADO PARA MIM?
A escolha do tipo de protetor deve feita de acordo com a suscetibilidade individual a queimaduras solares (p. ex. ter pele e olhos claros) e a idade, mas também de acordo com tipo de pele (seca, mista, oleosa ou sensível) e a área do corpo a aplicar. Existem várias formulações disponíveis no mercado:
O seu farmacêutico pode ajudá-lo na escolha do protetor solar mais indicado para si e indicar o modo como deve ser utilizado.
COMO UTILIZAR CORRETAMENTE O PROTETOR SOLAR?
COMO POSSO SABER QUAL A VALIDADE DO PROTETOR SOLAR?
Os protetores solares estão incluídos na categoria de produtos cosméticos. Todos os produtos cosméticos têm um prazo de validade, embora, em alguns casos, este não venha indicado na embalagem. Nestas situações, considera-se que o produto apresenta uma durabilidade superior a 30 meses (dois anos e meio), como é o caso dos produtos com menor risco de deterioração ou que sejam devidamente selados.
O armazenamento do produto é um ponto-chave para preservar a durabilidade do produto. Evite deixar a embalagem exposta a luz solar direta ou ambiente quente. Certifique que a embalagem fica bem fechadaapós cada utilização para evitar a exposição do produto ao ar.
Independentemente do prazo de validade ou do prazo de utilização após abertura, verifique sempre o aspeto da formulação antes de aplicar o produto na sua pele.
Não utilize o protetor solar fora do prazo de validade nem após o prazo de utilização após a abertura, uma vez que a sua eficácia e segurança podem estar comprometidas.
QUE OUTRAS MEDIDAS POSSO ADOTAR PARA PROTEGER A MINHA PELE DO SOL?
Medidas adicionais de proteção solar incluem a adoção de comportamentos responsáveis, tais como:
QUAIS SÃO OS CUIDADOS ADICIONAIS A TER COM AS CRIANÇAS?
A pele do bebé e da criança é mais fina, delicada e sensível em comparação com a dos adultos. A capacidade de proteção da pele infantil é muito limitada, uma vez que a sua organização, composição e estruturas ainda estão em desenvolvimento. A pele atinge a maturidade e assemelha-se à de um adulto somente aos 12 anos. A vulnerabilidade da pele infantil torna-a mais suscetível a irritações e danos, exigindo cuidados específicos para assegurar a sua saúde e bem-estar. Além disso, as queimaduras solares na infância aumentam o risco de desenvolver cancro da pele.
Algumas recomendações gerais incluem:
A proteção solar inclui o uso de protetor solar em associação com outras medidas de proteção complementares, como o uso de roupa fotoprotetora e óculos solares.
QUAL A IMPORTÂNCIA DO USO DE PROTETOR SOLAR?
Os protetores solares são produtos cosméticos destinados a ser colocados na pele, com o objetivo de a proteger das radiações UV. Quando aplicados corretamente, não só previnem o desenvolvimento de queimaduras solares, mas também contribuem para reduzir efeitos tardios, como o envelhecimento da pele e o risco de desenvolver cancro da pele.
Existem vários tipos de protetores solares no mercado que se diferenciam no seu valor de Fator de Proteção Solar (FPS), tipo de filtros solares, tipo de formulação, resistência ou não à água, entre outros aspetos.
O QUE SIGNIFICA O FATOR DE PROTEÇÃO SOLAR (FPS)?
O FPS é uma medida universalmente aceite que quantifica o nível de proteção que um protetor solar confere à pele. O seu valor é determinado pela comparação da dose mínima de radiação UVB necessária para produzir queimadura solar com e sem o uso do protetor solar. Na prática, isto significa que uma pele protegida com um protetor solar de FPS 30 necessitaria de ser exposta a uma dose de radiação UVB trinta vezes superior à que causaria queimadura solar em pele desprotegida.
O valor de FPS está relacionado com ofator de proteção contra a radiação UVB. Contudo, os protetores solares devem também proteger contra a radiação UVA. O grau de proteção UVA é avaliado por método diferente, mas é importante saber que o fator de proteção contra esta radiação tem de ser, no mínimo, um terço do FPS que está indicado no rótulo. A informação de que o protetor protege contra a radiação UVA é de menção obrigatória no rótulo, tal como o FPS.
O FPS é indicado no rótulo de acordo com categorias definidas consoante a sua eficácia protetora*:
- Baixa: FPS 6-10
- Média: FPS 15-25
- Elevada: FPS 30-50
- Muito elevada: FPS 50+
O FPS não se relaciona diretamente com a duração da proteção, uma vez que o tempo durante o qual a pele se encontra protegida depende de vários fatores, entre os quais o tipo de pele, a altura do dia, intensidade de radiação UV ou tipo de solo - muito ou pouco refletor da luz no decorrer da exposição, contacto com água, entre outros.
QUAL O TIPO DE PROTETOR SOLAR MAIS INDICADO PARA MIM?
A escolha do tipo de protetor deve feita de acordo com a suscetibilidade individual a queimaduras solares (p. ex. ter pele e olhos claros) e a idade, mas também de acordo com tipo de pele (seca, mista, oleosa ou sensível) e a área do corpo a aplicar. Existem várias formulações disponíveis no mercado:
- Creme, para pele seca e/ou aplicação no rosto;
- Loção, para todos os tipos de pele;
- Gel, para pele oleosa e áreas com muito pelo (couro cabeludo, peito e pernas);
- Stick, para aplicação localizada - face ou áreas corporais específicas (ex.: sinal ou feridas);
- Spray – não deve ser aplicado diretamente no rosto, sob o risco de inalação acidental.
O seu farmacêutico pode ajudá-lo na escolha do protetor solar mais indicado para si e indicar o modo como deve ser utilizado.
COMO UTILIZAR CORRETAMENTE O PROTETOR SOLAR?
- O protetor solar escolhido deve ser adequado ao seu tipo de pele;
- Aplique protetor solar numa pele limpa e seca 30 minutos antes da exposição;
- Aplique uma quantidade generosa de protetor solar em toda a pele descoberta, incluindo as áreas mais esquecidas como orelhas, pescoço, mãos, pés, lábios, linha do cabelo ou couro cabeludo com pouca densidade capilar (p. ex. calvície ou queda de cabelo);
- É recomendado o uso de um protetor solar de amplo espectro, isto é, com capacidade de proteção contra UVA e UVB, com FPS 30 ou superior e resistente à água;
- Nenhum protetor solar tem capacidade para bloquear completamente a radiação UV nem é totalmente resistente à água, por esse motivo é recomendada a sua reaplicação a cada duas horas, após o banho ou se transpirar, de acordo com as instruções descritas na embalagem do produto;
- Não é recomendado o uso de produtos que contenham simultaneamente protetor solar e repelente de insetos, uma vez que, geralmente, os protetores solares têm de ser reaplicados com maior frequência. No caso de ser necessário o uso simultâneo de repelente de insetos e protetor solar, este deve ser aplicado antes do repelente;
- Atente ao prazo de validade e/ou o prazo de utilização do protetor solar. Não utilize o protetor solar caso verifique alterações no aspeto ou no odor. A embalagem deve ser bem fechada após cada utilização. Não deve ser exposta a grandes variações de temperatura, diretamente ao sol ou a fontes de calor.
COMO POSSO SABER QUAL A VALIDADE DO PROTETOR SOLAR?
Os protetores solares estão incluídos na categoria de produtos cosméticos. Todos os produtos cosméticos têm um prazo de validade, embora, em alguns casos, este não venha indicado na embalagem. Nestas situações, considera-se que o produto apresenta uma durabilidade superior a 30 meses (dois anos e meio), como é o caso dos produtos com menor risco de deterioração ou que sejam devidamente selados.
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O prazo de utilização após abertura é de menção obrigatória na embalagem para todos os produtos cosméticos, representado pelo símbolo de um boião aberto com o tempo máximo de uso seguro do produto indicado no seu interior. A título de exemplo, se estiver indicado "12M”, significa que o uso do produto é seguro durante 12 meses após a sua abertura. |
O armazenamento do produto é um ponto-chave para preservar a durabilidade do produto. Evite deixar a embalagem exposta a luz solar direta ou ambiente quente. Certifique que a embalagem fica bem fechadaapós cada utilização para evitar a exposição do produto ao ar.
Independentemente do prazo de validade ou do prazo de utilização após abertura, verifique sempre o aspeto da formulação antes de aplicar o produto na sua pele.
Não utilize o protetor solar fora do prazo de validade nem após o prazo de utilização após a abertura, uma vez que a sua eficácia e segurança podem estar comprometidas.
QUE OUTRAS MEDIDAS POSSO ADOTAR PARA PROTEGER A MINHA PELE DO SOL?
Medidas adicionais de proteção solar incluem a adoção de comportamentos responsáveis, tais como:
- Evitar a exposição solar no horário em que a radiação solar é mais intensa, nomeadamente entre as 11h e as 17h;
- Limitar o tempo de exposição solar;
- Permanecer à sombra;
- Utilizar roupa que cubra a maior área possível da pele, de preferência roupa larga com tecidos escuros, compactos e grossos, ou roupa com filtros solares, identificado na etiqueta com a sigla UPF - Fator de Proteção Ultravioleta;
- Utilizar chapéu de abas largas a 360º, de modo a proteger a face, os olhos, o pescoço e as orelhas, ou chapéus com proteção para o pescoço;
- Utilizar óculos de sol que indiquem nas suas características "UV 400 nm” ou "100% UV PROTECTION”; se possível, opte por lentes polarizadas e uma armação envolvente mais volumosa. A escuridão da lente ou o preço dos óculos não é sinónimo da sua capacidade de proteção;
- Manter a pele hidratada, através da ingestão de água (durante e após a exposição solar) e aplicar produtos hidratantes (após a exposição solar).
QUAIS SÃO OS CUIDADOS ADICIONAIS A TER COM AS CRIANÇAS?
A pele do bebé e da criança é mais fina, delicada e sensível em comparação com a dos adultos. A capacidade de proteção da pele infantil é muito limitada, uma vez que a sua organização, composição e estruturas ainda estão em desenvolvimento. A pele atinge a maturidade e assemelha-se à de um adulto somente aos 12 anos. A vulnerabilidade da pele infantil torna-a mais suscetível a irritações e danos, exigindo cuidados específicos para assegurar a sua saúde e bem-estar. Além disso, as queimaduras solares na infância aumentam o risco de desenvolver cancro da pele.
Algumas recomendações gerais incluem:
- Caso aplique protetor solar na pele da criança, deve fazê-lo 30 minutos antes da exposição solar, embora os protetores solares físicos confiram proteção imediatamente após a sua aplicação.
- Reaplique o protetor solar a cada duas horas, ou mais frequentemente, se a criança estiver na água ou transpirar.
- Os cuidados de proteção solar devem estar presentes, não apenas na praia, mas também durante a prática de desportos ou durante brincadeiras ao ar livre;
- Além do protetor solar, garanta que a criança usa vestuário adequado, chapéu e óculos de sol (de acordo com as características mencionadas anteriormente);
- Evite a exposição solar nos períodos em que a radiação UV é mais intensa, ajustando os cuidados à idade da criança (detalhado mais adiante);
- A criança deve permanecer à sombra o maior tempo possível, sem negligenciar as outras medidas de proteção;
- Os bebés com idade inferior a seis meses não devem ser expostos ao sol, nem se recomenda a aplicação de protetores solares;
- Nas crianças até aos três anos é preferível optar por um protetor solar com filtro mineral, por serem menos absorvidos e irritantes para a pele. A exposição ao sol deve ser reduzida ao mínimo possível e deve evitar a exposição solar direta se o índice UV for superior a 3.
MITOS E FACTOS SOBRE EXPOSIÇÃO SOLAR
"O USO DE PROTETOR SOLAR CAUSA DÉFICE DE VITAMINA D?"
A exposição solar é essencial para a produção de vitamina D na pele. Uma exposição de 15 minutos por dia produz quantidade suficiente de vitamina D. A exposição ao sol com o intuito de aumentar os níveis de vitamina D não é uma boa prática e constitui um risco para a saúde. Deve-se associar a exposição solar protegida ao consumo de vitamina D na dieta. O uso de protetor solar apenas poderia impedir a síntese de vitamina D e causar o seu défice se fosse aplicado constantemente e em toda a superfície corporal.
"O USO DE PROTETOR PERMITE AUMENTAR O TEMPO DE EXPOSIÇÃO AO SOL?"
O uso de protetor solar tem como finalidade proteger a pele quando a exposição ao sol é inevitável. Assim, o seu uso não deve ser um motivo para permanecer mais tempo exposto ao sol.
"O USO DE PROTETOR EVITA O BRONZEAMENTO"
O protetor solar permite a passagem de radiação solar suficiente para a produção de melanina, que confere o tom bronzeado à pele. Embora a pele demore mais tempo a bronzear, o bronzeamento é mais persistente.
"UMA PELE BRONZEADA NÃO PRECISA DE APLICAR PROTETOR SOLAR"
Independentemente de ter ou não uma pele bronzeada, esta deve ser protegida do sol. O bronzeado de uma pele clara equivale apenas a um valor de FPS de 4.
"NÃO PRECISO DE USAR PROTETOR SOLAR EM DIAS NUBLADOS"
De facto, até 80% dos raios UV podem atravessar as nuvens num dia nublado. Por esse motivo, até em dias nublados devemos utilizar proteção solar.
"NÃO PRECISO DE USAR PROTETOR SOLAR SE PERMANECER À SOMBRA"
A radiação UV pode ser refletida por várias superfícies terrestres, nomeadamente a água, a areia e a neve, que refletem respetivamente 25%, 20% e aproximadamente 80% da radiação que sobre elas incide. Por este motivo, mesmo permanecendo à sombra, continua a estar exposto à radiação solar.
"A APLICAÇÃO DE GEL NAS UNHAS PODE AUMENTAR O RISCO DE CANCRO DA PELE"
Até ao momento, não existem dados suficientes que demonstrem uma relação direta entre a aplicação de unhas/verniz de gel e o aumento do risco de cancro da pele, uma vez que a intensidade e duração da exposição à radiação UV emitida pelas lâmpadas usadas para endurecer o verniz não atingem valores considerados prejudiciais para a saúde humana. No entanto, por forma a minimizar algum eventual risco, é recomendada a aplicação de protetor solar nas mãos 30 minutos antes da sessão.
