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Novo ciclo da Residência Farmacêutica assinalado em sessão na FFUL

08 Janeiro 2026
Novo ciclo da Residência Farmacêutica assinalado em sessão na FFUL

Decorreu ontem, 7 de janeiro, na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, a sessão de boas-vindas aos farmacêuticos que iniciam um novo ciclo formativo da Residência Farmacêutica. A sessão assinalou o arranque de mais uma etapa formativa, num programa estruturante para a qualificação dos farmacêuticos e para o reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS), reunindo residentes, formadores e representantes institucionais num momento de acolhimento e partilha.
A iniciativa contou com a presença do bastonário da Ordem dos Farmacêuticos (OF), Helder Mota Filipe, do presidente do Conselho Diretivo da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), André Trindade, e do presidente da Comissão Nacional da Residência Farmacêutica, Armando Alcobia.

Na sua intervenção, o bastonário recordou o "contexto particularmente exigente" vivido no SNS, "nomeadamente no acesso dos utentes aos cuidados de saúde - de que os constrangimentos vividos nos serviços de urgências são apenas um exemplo -, da escassez de recursos humanos, de recursos materiais e instalações que não correspondem às necessidades", bem como "dos aumentos significativos da despesa em saúde, nomeadamente na área dos medicamentos e dispositivos médicos, e da necessidade de alterações estruturais que permitam assegurar um SNS mais eficiente, sustentável e próximo das pessoas".

"Este cenário exige respostas qualificadas, estruturadas e sustentáveis. É precisamente aqui que a Residência Farmacêutica assume um papel estratégico", declarou Helder Mota Filipe, assegurando que através deste programa "garantimos recursos humanos altamente qualificados e, portanto, preparados para contribuir para ultrapassar os problemas estruturais que existem nas unidades de saúde do país".

Helder Mota Filipe defendeu ser "necessário reforçar as condições da Residência Farmacêutica nos diferentes hospitais, garantindo que os residentes têm acesso a formação estruturada e supervisionada de qualidade e com os recursos adequados para o desenvolvimento das suas competências clínicas e analíticas". Adicionalmente, " há necessidade de uma melhor relação interprofissional, no sentido de garantir uma formação mais completa e adequada entre os residentes".

"Por outro lado, à medida que os primeiros farmacêuticos se aproximam do final da Residência, é essencial definir, de forma atempada e clara, os modelos de integração dos recém-especialistas, garantindo previsibilidade, valorização profissional e resposta às necessidades reais do sistema", assegurou o bastonário. "A Ordem dos Farmacêuticos defende, de forma firme e clara, a integração destes profissionais na Carreira Farmacêutica do SNS, nas diferentes especialidades", sublinhou.